Carolline Rangel

Psicanalista e Psicóloga

Psicanalista de orientação lacaniana

Um pouco do meu percurso    


  • Graduação em Psicologia (Psicólogo e Bacharelado Especial em Pesquisa) pela Universidade de São Paulo (USP).
  • Mestra em Ciências pela Universidade de São Paulo (USP).
  • Doutora em Ciências pela Universidade de São Paulo (USP)
  • Especialista em Psicologia da Saúde e Hospitalar pelo HCFMRP-USP.
  • Especialista em Psicologia Hospitalar pelo Conselho Federal de Psicologia (CFP).
  • Doutorado com período de estágio observacional na Itália - Università Degli Studi di Modena e Reggio Emilia, Unimore - Modena, Itália
  • Cursos internacionais: curso breve na Harvard Medical School, Harvard University, EUA; Treinamento em avaliação psicossocial na Unimore, Itália; Curso breve na Universidad El Salvador, Argentina.
  • Apresentações orais de trabalhos internacionais no Brasil e nos demais países: Alemanha, Portugal, Itália, Bulgária, Argentina.
  • Psicóloga concursada no Hospital das Clínicas (HCFMRP-USP) por oito anos (2013-2021).
  • Docente de pós-graduação em Psicologia da Saúde e Hospitalar na Faculdade Estácio e no Centro Universitário Barão de Mauá.
  • Docente de pós-graduação em Psicanálise na Faculdade Metropolitana.
  • Experiência na Clínica desde 2010.
  • Formação continuada em psicanálise desde 2010 pelo Clin-a.
  • Atendimentos presenciais em São Paulo e online.


Como tratar o sofrimento psíquico?

O sofrimento humano e suas inúmeras faces possuem um modo de inscrição singular para cada sujeito. É a partir da fala que podemos recolher os vestígios, rastros e índices de como cada pessoa experimenta eventos fundamentais de sua vida - as tristezas, as dores, os lutos, as perdas, as decepções. O trabalho de uma análise visa construir esse espaço de escuta para que o analisante possa falar sobre suas dores na experiência humana. A fala endereçada a um analista permite a construção de uma relação com o próprio inconsciente e um desejo de saber mais sobre si. A singularidade, aqui, é um orientador: Aponta que não há um modo "ideal", mas um modo de cada um de caminhar pela vida. Assim, para cada sujeito as soluções que se fiam são únicas, tecidas pelo próprio sujeito nas malhas da transferência. 


O feminino e seus impasses

Escutar uma mulher é escutar algo da singularidade que perpassa as palavras. Nos sofrimentos e transbordamentos, o feminino é esse campo em que o limite e a borda podem vacilar. Escutar a fineza das questões femininas pede a delicadeza da escuta e a direção que se dará somente uma a uma.


Entre mãe e filha, uma questão

Desde muito cedo, as questões das meninas ligadas às suas mães ganham ênfase na subjetividade. Trata-se de um campo de excessos: excessos de proteção, excessos de preocupação, excessos na repressão - por vezes ligada às questões da sexualidade. Entre uma mãe e uma filha, um idioma singular. Espaço tão próximo que faz essa distância parecer inexistente, como miragem, e espaço entre mãe e filha cuja distância, por vezes, se torna recurso - não sem seus efeitos. Escritoras como a francesa Annie Ernaux escreveram bem essa dificuldade. Há um caminho possível de separação entre uma menina e sua mãe? Disso se trata muitas vezes o caminho de uma análise feminina - uma a uma.


Imagem, beleza a aceitação 

As questões femininas levam as marcas desse idioma próprio, que não se encerram na relação mãe-filha. As consequencias, lidas por Freud e revisitadas por Lacan, apontam um campo aberto à catástrofe, em Freud, ou aos estragos e devastações, com Lacan - especialmente na vida amorosa da menina. Como atravessar esses pontos e construir um caminho próprio, além da mãe, em que UMA mulher possa eleger seus caminhos de outro modo, além da mãe? Além da vida amorosa, os ideais ligados ao corpo e a beleza e os excessos das ofertas contemporâneas ligadas a promessas de juventude e beleza são alguns dos pontos fundamentais que cada mulher irá atravessar de um modo pela vida. Como lidar com esses desafios?


O feminino e seus verbos

Meu trabalho na clínica tem uma ênfase especial nas questões ligadas ao feminino, sexualidade feminina, parcerias amorosas, destinos da feminilidade... Trata-se de um tema vivo com o qual trabalho desde 2010, e que segue a pulsar vivo na clínica. Estes são também meus objetos de estudo e pesquisa em alguns trabalhos e artigos publicados, sempre retomando Freud, Lacan, e contemporâneos como Brousse, Miller e Laurent. Para cada mulher, trata-se de encontrar os verbos que possam construir, tecer, articular, inaugurar algo do feminino em si.


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